Escreve José Procópio Teixeira Filho em seu livro “Retalhos do Passado”, editado em 1966 e também como testemunha vivencial nos primórdios do tênis em nossa cidade que, “tem dúvidas sobre quando foi construída a primeira quadra: se a do Granbery ou a da Fábrica Industrial Mineira, conhecida como a Fábrica dos Ingleses. Sabemos que esta (a da Fábrica) era com piso de grama”.
     Em 1919 construiu ele, o Dr. Procopinho, como era carinhosamente conhecido, na chácara de seu pai, no local onde teve por muitos anos a sua residência, à Rua Benjamin Constant nº 936, uma quadra dentro de todas as condições técnicas.
     Em 1921 o Sport Clube de Juiz de Fora, também inaugurou uma quadra em sua praça de esportes na Rua de Santo Antônio, onde hoje está localizada a Reitoria da Universidade Federal de Juiz de Fora.
     Em 1927 o Clube D. Pedro constituiu-se como agremiação esportiva e seus associados construíram, em parceria com o Kegel Club e por gentileza desses pioneiros alemães de nossa cidade, a sua primeira quadra de tênis, em local onde hoje (março de 2000), se situa o nosso estacionamento em terreno alugado à Igreja Luterana.
     Só mais tarde, ocorreu o desmembramento do nosso clube com a Igreja Luterana ou o Kegel Club - não sabendo dizer ao certo a época - pois não existe referência a esse respeito em nossos arquivos!
     É importante registrar-se que, na década de 30, foi grande o desenvolvimento vivido pelo tênis e também pelo Clube D. Pedro II que chegou a ter em pleno funcionamento 5 quadras, assim distribuídas:

  •  uma onde hoje está localizada a Igreja Luterana, com frente para a Praça Agassis;
  •  uma onde hoje estão localizadas as oficinas na Rua Ewbanck da Câmara;
  •  uma onde hoje está localizado o nosso estacionamento, como descrito acima;
  •  uma ainda hoje em funcionamento ao lado da piscina e que tem o nome de “Quadra Dr. José Procópio Teixeira Filho, benemérito do Clube”;
  •  uma ainda hoje em funcionamento, de frente para a Rua D. Pedro II (por onde foi por muitos anos a entrada oficial do Clube) e que tem o nome de “Quadra Irmãos Aníbal e Francisco Alves” ambas figuras de grande expressão na vida e no desenvolvimento do Clube;

     Vale dizer que todas essas cinco quadras possuíam medidas oficias, muito embora apenas duas (a denominada Dr. Procópio e a Aníbal e Francisco Alves) possuíam iluminação para jogos noturnos.
     Por volta de 1931, os irmãos Aníbal e Francisco Alves construíram ao lado de seu palacete da rua Floriano Peixoto, esquina com a rua Tiradentes, hoje ocupado pela empresa Conservadora Juiz de Fora, magnífica quadra, com iluminação e local apropriado para assistentes, ocasião em que foi organizado um pequeno grupo de praticantes do esporte e denominado de “Grupo dos Quinze” conforme nos informa ainda o Dr. José Procópio Teixeira Filho, na obra já referida.
     Também o educandário Academia de Comércio, fez construir em seus terrenos, por volta de 1937/38 uma quadra embora sem iluminação e onde a chefia do seu departamento de educação física era exercida por um grande tenista da época e exemplar esportista: Professor Ernesto Evangelista. Admitimos que a construção dessa quadra tenha sido feita por influência do mesmo.
     Recordo-me de, em 1940, disputar empolgante competição - em várias modalidades esportivas - entre alunos e ex-alunos da Academia, estando eu enquadrado nessa última categoria e nas modalidades de tênis e vôlei, eis que, nessa época, já estudava no Rio de Janeiro.
     Em 1948 o Sport Clube de Juiz de Fora inaugurou em seu novo parque esportivo, três ótimas quadras, todas iluminadas e também um excelente “paredão” para o treinamento e aperfeiçoamento dos “golpes” desse esporte!
     Pena é que, nos dias de hoje, uma entidade tão expressiva de nossos esportes amadores, não possua mais nenhuma quadra.
     Fato idêntico passou-se com o tradicional Clube Bom Pastor, que possuía em suas dependências, no bairro do mesmo nome, três excelentes quadras e hoje, não tem nenhuma para regalo de seus inúmeros associados!
     Sobre a situação atual das quadras de tênis em Juiz de Fora, apraz-nos dizer que em nossa cidade vem crescendo a cada dia o número de quadras e conseqüentemente - ou em decorrência desse fato - o número de aficionados não só em clubes, mas também em residências particulares já ultrapassando o número de 25 em toda a cidade!
     Ainda bem...



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