|

Foram dois grandes baluartes do
Clube D. Pedro II, especialmente nas décadas de 30 e 40.
Junto a tantas outras figuras
de “retaguarda” do Clube, como Canavarro Pereira, Onézimo Becker
de Araújo, Valadão, Mário Fernandes de Oliveira, Olavo Lustosa,
Costa Reis, Luiz Pereira da Silva, foram os irmãos Alves que
implantaram as bases definitivas do Clube D. Pedro II, principalmente
como um clube de tênis. Os outros esportes então praticados
o eram sem conotações oficiais e em caráter permanente.
A dedicação de ambos foi extraordinária
na vida - e porque não dizer mesmo - na sobrevivência do Clube.
Eram eles os diretores da Litográfica
União Industrial, uma das maiores fábricas de latas e embalagens
do Estado de Minas e, possuindo um enorme cabedal de recursos
técnicos e financeiros, não se negavam a executar às próprias
custas (como depois o fizeram também os donos da Fábrica de
Papelão Ondulado Mariano Procópio) vários serviços e melhoramentos
necessitados pelo Clube.
Se não me falha a memória, sua
maior contribuição espelha-se na construção da quadra 2 de tênis
e que leva ainda hoje e por certo enquanto existir o Clube D.
Pedro II, o nome desses dois extraordinários benfeitores: os
irmãos Aníbal e Francisco Alves.
O Dr. Aníbal gostava de tênis,
porém não era tão apaixonado como o seu irmão Dr. Francisco.
Este freqüentava o Clube diariamente
e, muito mais do que isso até, levava sempre consigo a família:
a esposa Dª Filhinha que também era boa tenista, as filhas Alcyone
e Nadir e, mais tarde os genros Domingos Laércio de Lacerda
(tenista e ótimo cirurgião) e o Dr. Wilson Beraldo renomado
literato, pintor e advogado.
Como testemunha que sou da vivência
desses saudosos amigos nos tempos da minha iniciação tenística
no Clube D. Pedro II, por volta de 1937/38, aplaudo e registro
com a maior alegria a placa de metal em coluna de alvenaria
que o Presidente Nélson Mosqueira nesse ano de 2000, em substituição
à anterior existente, perpetuou também essa homenagem, como
já o fizera com o nome de meu pai.
Ressalto aqui também, o nome
do Dr. Getúlio Alves que, embora não sendo um praticante do
tênis, foi grande amigo do Clube D. Pedro II e, a maior prova
consiste na freqüência constante que nosso Clube recebia de
seus filhos o José Luiz (Zé Alemão), Dulce, Márcio e Letícia,
Vavá e Edda, Maria Elisa e seu marido Luiz Ernesto Bernardino
Alves, Luiz Fernando (Chim) e Flávio com Zélia, além de vários
descendentes desses.
|